Rabiscos insensatos. Remendos de sentimentos. Tudo...tudo...tudo...reticências... Como uma colcha de retalhos que precisa ser descosturada, desmontada, para que possa ter outra cara, outro jeito. Quem sabe, outra função. Confusões que não se fundem, nem temperam o molho da vida concedendo um sabor mais doce. Pânico na periferia. De minha cidade. Do meu mundo. Pânico no centro de meu universo. Era tarde quando eles chegaram. Trouxeram notícias novas, mas não melhores do que as que esperávamos. O telefone tocara na madrugada e, ao atender, a voz não queria contar, pensou, repensou, escolhendo as palavras, escondendo os sentimentos. Do outro lado, ninguém queria ouvir, ninguém quereria me contar. Falaram para eu ligar, que a notícia, quem amava me daria. Pensei em não fazê-lo, não, eu não, não queria ouvir, não queria acreditar, a vida tão breve, o amor tão profundo, ele que não se desse ao luxo de me abandonar, não agora, que meu filho apenas aprendera a chamá-lo vovô, que eu finalmen...
Comentários
Abraço no Henrique...e claro, nos pais que fizeram o que ele é.
Que doçura...
Parabéns Henrique!
Que texto mais lindo do teu filhote!
É para "lamber a cria" mesmo!
Parabéns ao Henrique, e parabéns a você, Paulo!
Os filhos carregam muito do que passamos para eles!
Tal pai, tal filho, pois não?
beijos,
Neli
Regina, você conhece bem o Rique...
Fábio, faz tempo que ele me derruba...pelo menos fisicamente. kkk...obrigado pelo abraço. Outro para você.
Vilma, essa frase também é uma de minhas prediletas no texto.
Neli, adorei a visita. E o carinho das palavras.
Se puxou ao pai, nao sei. rsr
¨Calou minha mente...¨
Arrasou muluke.
Bejao